Na manhã desta sexta-feira, 24, o Tribunal de Contas do Estado (TCE/SE), através da sua Coordenadoria de Serviço Médico e Odontológico, promoveu a palestra online “O Impacto da Pandemia na Saúde Mental - sintomas mascarados e o agravamento do risco suicida”, com participações das psicólogas Lorena Lins de Carvalho e Jaqueline Medeiros Calafate, que integram o quadro de colaboradores do TCE/SE.
Campanha criada com o intuito de informar as pessoas sobre o suicídio, o Setembro Amarelo ganha mais força anualmente e com engajamento maior de diversos setores da sociedade. Vencendo uma expressiva barreira para falar sobre o problema, que registrou índices alarmantes desde o início da pandemia, professores, médicos, psicólogos e especialistas se unem em prol de políticas eficazes de prevenção do suicídio.
A abertura do evento virtual foi feita pelo médico Delmo Freire, integrante da Coordenadoria de Serviço Médico e Odontológico do TCE/SE, que pontuou a importância da pauta nos dias atuais e também contribuiu com seu ponto de vista durante toda a ação.
Primeira oradora da iniciativa, Lorena de Carvalho traçou um breve histórico do Setembro Amarelo e trouxe os índices divulgados pelo Ministério da Saúde sobre o suicídio, no Brasil e em Sergipe, nos últimos anos. “Sergipe, proporcionalmente, tem a maior taxa de suicídio por intoxicação exógena: são 2.3 para 100 mil habitantes. Um número que é desconhecido pela maioria das pessoas”, colocou a psicóloga. Ainda em sua explanação, a palestrante colocou a preocupação da classe com a instalação da pandemia, afirmando sobre o agravamento de problemas pré-existentes. “A sensação de incerteza desperta casos de depressão e transtornos ansiosos”, disse.
Segunda participante do evento, Jaqueline Medeiros falou sobre as consequências do distanciamento social, colocando que o mesmo não deve ser sinônimo de distanciamento afetivo e de solidão, desmistificando mitos acerca do tema e também a relevância de atentar aos sinais do comportamento suicida. “Entre o pensar no suicídio até o plano do ato existe um caminho, isso é uma curva ascendente. Não podemos minimizar qualquer fala ou indício. Falar sobre o suicídio é a primeira medida preventiva; é necessário deixar o medo e os tabus de lado e buscar ajuda”, disse Jaqueline.
Ainda durante a ação, as duas palestrantes pontuaram formas de proteção da saúde mental, como a adoção de uma rotina alimentar e de exercícios físicos, reservar um tempo para atividades prazerosas e contato com familiares e amigos, também respondendo questionamentos enviados pelos participantes e indicando as instituições e órgãos onde buscar ajuda, como o CAPs e o Centro de Valorização da Vida (CVV).