O conselheiro Carlos Pinna, do Tribunal de Contas do Estado (TCE/SE), participou nesta terça-feira, 16, no plenário da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), da solenidade de entrega do Título de Cidadania Sergipana (in memoriam) a Santa Dulce dos Pobres.
“O Tribunal de Contas de Sergipe tem mantido a boa tradição de participar dos eventos culturais que dizem respeito a Sergipe, entre os quais esta sessão solene que foi muito significativo para todos nós e da qual tive a honra de participar representado o Tribunal”, comentou o conselheiro Carlos Pinna.
Ele lembrou que a relação de Santa Dulce com Sergipe remete ao município sergipano de São Cristóvão, onde Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes estudou teologia no Convento Carmelita, foi ordenada freira franciscana e recebeu o nome de Irmã Dulce, em homenagem a sua mãe.
Em 2018, quando foi canonizada Santa pelo Vaticano, foram divulgados outros aspectos que ligam a Santa a Sergipe, como o fato do seu primeiro milagre reconhecido ter sido no município de Itabaiana. Já em Aracaju, no bairro Aruana, fica localizada a primeira paróquia a levar o nome de Irmã Dulce.

Foto: Danillo Franca
A homenageada foi representada por Ana Maria Lopes Pontes, sua única irmã viva, que destacou o apreço que Santa Dulce tinha pela cidade de São Cristóvão. “Ela disse que o dia mais feliz da vida dela foi o dia que ela recebeu o hábito na cidade de São Cristóvão”.
Ainda na oportunidade, a Alese outorgou à entidade ‘Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), a Medalha do Mérito Parlamentar - maior honraria da Casa Legislativa. O presidente da Alese, deputado Luciano Bispo (MDB) foi o autor das homenagens.
Biografia
Irmã Dulce foi uma freira brasileira, nascida em Salvador no dia 26 de maio de 1914. Recebeu o nome de Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes. Aos 13 anos, graças a seu destemor e senso de justiça, Irmã Dulce passou a acolher mendigos e doentes em sua casa, transformando a residência da família num Centro de Atendimento. A Casa ficou conhecida como Portaria de São Francisco.
Em 8 de fevereiro de 1933, após se formar professora primária, entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, na cidade de São Cristóvão, em Sergipe.
O “anjo bom da Bahia”, como assim era reconhecida, morreu em seu quarto, de causas naturais, aos setenta e sete anos, às 16h45 do dia 13 de março de 1992, ao lado de pessoas queridas por ela, como as irmãs do convento. Seu corpo foi sepultado no alto do Santo Cristo, na Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia e depois transferido para a Capela do Hospital Santo Antônio, centro das Obras Sociais Irmã Dulce.
Foi canonizada em 13 de outubro de 2019, pelo papa Francisco, com o título de Santa Dulce dos Pobres, sendo a primeira santa nascida no Brasil.
*Com informações da Alese (Foto principal: Joel Luiz)