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Tribunal de Contas capacita servidores que atuam nas auditorias operacionais

O Tribunal de Contas do Estado de Sergipe realizou nesta quinta (1º) e sexta-feira (2), por meio da Escola de Contas (Ecojan), o I Módulo do Curso Básico de Auditoria Operacional no Controle Externo. A capacitação visa padronizar o trabalho entre os servidores lotados na Coordenadoria de Auditoria Operacional da Diretoria de Controle Externo de Obras e Serviços (Dceos). Os próximos dois módulos serão apresentados ainda este mês, abordando Contabilidade e Processo de Controle Externo.

Neste primeiro módulo, a ênfase esteve na teoria e prática da auditoria com estudos de casos do próprio Tribunal. Houve abordagem do conceito, características, histórico, normatizações e um resumo de como foi a avaliação do TCE/SE no Marco de Medição e Desempenho dos Tribunais de Contas (MMD-TC), que acontece a cada dois anos.

“Tentamos seguir ao máximo o Manual de Auditoria do Tribunal de _MG_7562.JPGContas da União para não perder o viés com foco no resultado, que é uma auditoria mais pedagógica, mais educativa, diferente do viés da conformidade, que analisa regularidade e normatizações. A Auditoria Operacional tem este viés de assessorar a gestão para corrigir possíveis falhas para que o resultado chegue à sociedade como ela espera”, explica Aline Lima, Analista de Controle Externo I e uma das palestrantes do curso.

Nesta sexta-feira, foi dedicado um tempo maior para a prática e estudos de casos, como o relatório na Atenção Básica feita pela Dceos. Foi apresentada da produção do diagnóstico para ser remetido aos conselheiros até a construção do planejamento de como foi a auditoria operacional, que contou com 12 inspeções em municípios diferentes.  

Para Ismar Viana, Coordenador da ECOJAN, "iniciativas dessa natureza exercem papel decisivo na qualidade das instruções e _MG_7490.JPGfiscalizações realizadas pelos Tribunais de Contas. É que para além da necessidade de agentes públicos legalmente competentes, as inspeções e auditorias demandam a presença de agentes de controle qualificadamente aptos ao desempenho das funções de Controle Externo”, comentou o coordenador, parabenizando, ainda, "a brilhante atuação de Aline Lima e Ricardo Santana, que integram a carreira dos Analistas de Controle Externo I, bem como a atuação da Analista de Controle Externo II, Vanessa Reis".

MMD-TC

A Analista de Controle Externo II, Vanessa Reis, foi a responsável pela segunda parte da explanação desta sexta-feira, quando apresentou o MMDTC, do qual, aliás, ela participou da comissão da avaliação. “Nós focamos nos questionários que envolvem a Auditoria Operacional, que são os questionários 19, 20 e 22. Em cima dele, fazemos o nosso planejamento de trabalho. Vamos tentar pontuar na próxima avaliação em critérios que não pontuamos no ano passado”.

Há 20 anos trabalhando no Tribunal, Edenildes de Santana Silva foi _MG_7571.JPGuma das participantes do curso e disse que ficou satisfeita. “Foi importante porque falou de algo conceitual, mas também da experiência de vida dentro da coordenadoria. Deu para fazer este comparativo da teoria com o que realmente acontece na prática. É na prática que encontramos as dificuldades, como da própria estrutura dos órgãos que estão sendo fiscalizados. Na prática, temos que ter jogo de cintura para aplicar o que sabemos a respeito do que se propõe aquela auditoria para a realidade com que você encontra”, disse.

Já Lucas Barbosa Nascimento disse que o curso está servindo para clarear a mente sobre assuntos específicos. “Os assuntos estão sendo proveitosos porque quem está ensinando sabe o ponto chave onde podemos melhorar. Estamos aprendendo com as experiências que elas viveram e também de outros. Espero colocar também isto em prática para poder fluir os trabalhos”, disse Lucas Barbosa.

O coordenador da Auditoria Operacional da Dceos, Fernando Marcelino, explica que, além deste módulo sobre Teoria e Prática, haverá o segundo módulo abordado a Contabilidade, visto que o Tribunal está recebendo prestação de contas no novo modelo de padrão contábil da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) do Ministério da Fazenda, que é o órgão central de contabilidade do país. “O novo sistema de captura de informações, que é o Sagres, tem a base nesta nova contabilidade e a gente identificou a necessidade de atualizar os colegas neste tipo de conhecimento”, esclareceu Marcelino. Por sua vez, o terceiro módulo, “Processo de Controle Externo”, servirá para tratar sobre a tramitação e julgamentos de processos, incluindo casos de Auditoria Operacional do próprio Tribunal.

Duas coordenadorias

A Diretoria de Controle Externo de Obras e Serviço está dividida entre a Coordenadoria de Engenharia, cuja finalidade é verificar a correta aplicação dos recursos públicos em obras e serviços de engenharia; e a Coordenadoria de Auditoria Operacional, onde é fiscalizada a gestão administrativa por parte dos órgãos jurisdicionados.



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