Anualmente o Tribunal de Contas se envolve na campanha internacional pela prevenção do câncer de mama, o Outubro Rosa. Nesta quarta-feira, 24, o cerimonial e o setor médico do TCE organizaram uma palestra de conscientização sobre a doença com a médica oncologista Camila Valadares.
A abertura do evento foi realizada pelo conselheiro presidente Ulices Andrade, que ressaltou a importância da participação do Tribunal nessa

campanha. “Sempre incentivei, mesmo antes de estar na presidência, esse tipo de ação de conscientização. É uma campanha bonita e muito importante para todas as mulheres”, destacou. Além dele, também esteve presente no evento a conselheira Susana Azevedo.
Em seguida, teve início a palestra com a especialista. Camila Valadares ressaltou a importância da detecção do tumor ainda em estágio inicial, aumentando, desta maneira, a chance de cura da doença. A apresentação também abordou o câncer de colo do útero, com foco no conhecimento e conscientização.
“Vim para auxiliar as mulheres a entenderem sobre a doença e a importância do diagnóstico

e do rastreamento precoces. Assim, podemos reduzir a toxidade dos tratamentos, que são muito pesados e também as sequelas da doença em estágio avançado”, explicou.
Coordenador do Setor Médico do TCE, Tiago Rebouças também levantou a bandeira do diagnóstico precoce para aumento das chances de cura. “O mês inteiro é dedicado mundialmente a falarmos sobre o câncer de mama; aqui no Tribunal começamos os trabalhos com este direcionamento no primeiro dia do mês. Visamos aumentar o conhecimento a respeito da doença, que é tão comum em mulheres, para incentivar a prevenção. Alertamos, principalmente, para a detecção precoce e para o conhecimento do próprio corpo, o que pode ajudar na

detecção dos sintomas”.
Palestra de Conscientização
Diversos fatores são considerados riscos de aparecimento do câncer nas mamas, dentre eles estão idade mais avançada e genética; mas também existem outros fatores que podem ser controlados. Camila Valadares apontou alguns deles, como baixa atividade física, obesidade e má alimentação. De acordo com ela, alterar estes fatores pode reduzir em 30% o risco de ter a doença.
O câncer de mama pode ser diagnosticado em estágios iniciais por meio de exames médicos de rotina, autoexame e mamografia. O Ministério da Saúde e Instituto de Câncer recomendam que mulheres acima de 50 anos realizem a mamografia a cada dois anos, o que

é coberto pelo Sistema Único de Saúde (SUS); já a recomendação da Sociedade Brasileira de Mastologia é para que mulheres com mais de 40 anos realizem o exame todos os anos.
Sobre o câncer de colo do útero, a palestrante destacou os seguintes fatores de risco: ter o vírus do HPV; tabagismo; início precoce da vida sexual e múltiplos parceiros. A doença costuma ser assintomática no início e, quando os sintomas se apresentam, eles podem indicar sua gravidade. O combate à doença pode se dar com o uso de preservativo; vacinação contra o vírus (o SUS disponibiliza vacinas de HPV para meninas e meninos de 9 a 14 anos de idade); e detecção das lesões pré-malignas.